Mostrando postagens com marcador Educação Física Escolar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação Física Escolar. Mostrar todas as postagens

BOLETIM ELETRÔNICO DO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

ATENÇÃO PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA CIDADE DE CEARÁ-MIRIM. 
FIQUEM POR DENTRO DAS NOTÍCIAS DO CREF 10(CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA). VEJA AQUI NO "ESPORTE E SAÚDE" O BOLETIM ELETRÔNICO QUE TRAZ ALGUMAS NOTÍCIAS DE SEU INTERESSE.


SE VOCÊ É PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, PROCURE A SEDE DO CREF 10 E FAÇA SUA INSCRIÇÃO. O FORTALECIMENTO DA NOSSA PROFISSÃO PASSA PELO FORTALECIMENTO DO CREF. 
Leia Mais

APROVADA NA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DO SENADO, A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR SOMENTE PODERÁ SER MINISTRADA NAS ESCOLAS POR PROFISSIONAIS LICENCIADOS NA ÁREA.

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (11), projeto de lei prevendo que o ensino de educação física em todas as etapas da educação básica seja feito exclusivamente por professores licenciados na área. Com origem na Câmara dos Deputados, o PLC 116/2013 sugere prazo de cinco anos, a partir da vigência da lei, para que estados e municípios implantem a medida.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) flexibiliza o requisito na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental. Nessas etapas, tanto o professor de educação quanto os das demais disciplinas podem ter formação de nível médio.
— Devido a essa abertura, é comum que professores sem qualificação específica assumam a responsabilidade pela prática do componente curricular nessa fase da educação básica, colocando em risco a saúde física e cognitiva dos discentes — destacou o relatório lido pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), com recomendação favorável.
Para o relator, a adoção da exigência do profissional também para as séries iniciais é justificável em razão da relevância da formação motora na primeira infância (zero a seis anos) e da necessidade de o processo ser conduzido por profissionais com qualificação específica.
Dúvidas
Acompanhando a reunião, profissionais de educação física e dirigentes de suas entidades festejaram a aprovação da matéria, que agora seguirá a Plenário, para decisão final. No entanto, alguns senadores mostraram dúvidas sobre a aplicabilidade da proposta. A preocupação é a de que municípios em lugares mais remotos não consigam contar com graduados em educação física para ocupar os novos postos exclusivos.
Primeira a levantar a questão, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lembrou, por exemplo, que na Amazônia tem sido difícil implantar o Programa Segundo Tempo, que oferece atividades de educação física para jovens no turno oposto ao que estudam. O problema seria exatamente a falta de profissionais de educação física, uma das exigências. Também fez correlação com o Mais Médico, lembrando que esse programa foi criado para superar a carência de médicos nos locais mais distantes.
— Agora, não é por conta disso que a gente deve condenar o projeto, mas também não devemos botar em lei algo que não vai se aplicar a todos os municípios – argumentou a senadora.
Vanessa indicou que não formalizaria pedido de vista da matéria — o que automaticamente levaria a decisão para a próxima semana — pois daria a ideia de que ela tivesse posição contrária. Mas apelou para um diálogo com os profissionais e até com o Ministério da Educação para uma readequação do texto. Com ou sem acordo, observou, o projeto retornaria à pauta na semana seguinte.
O presidente da CE, Cyro Miranda (PSDB-GO), disse que esse encaminhamento só seria possível com a concordância de Lindbergh Farias. No entanto, o relator defendeu a votação ainda no dia. Segundo ele, a aprovação na comissão não iria “fechar” os entendimentos, o que poderia acontecer antes da votação em Plenário.
Cristovam Buarque (PDT-DF), ao apoiar a proposta, observou que a solução para a carência de professores e outros problemas da educação básica é a federalização dessa etapa de ensino. Armando Monteiro (PTB-PE) compartilhou as dúvidas de Vanessa e disse que se empenhará para a construção de um ajuste no texto na fase de Plenário.
Andamento
O projeto foi apresentado à Câmara pelo deputado Otavio Leite (PSDB-RJ). Se o texto for confirmado no Plenário sem alterações, em seguida será enviado à sanção da presidente Dilma Rousseff. Caso receba emenda, retornará à casa de origem para exame das alterações.
Leia Mais

Após convocação, potiguar 'sonha' com a Seleção Brasileira de Vôlei.

Marcelo Henrique,convocado para a Seleção Bras. Escolar de Vôlei

O Rio Grande do Norte vai ter um representante na primeira seleção brasileira escolar de vôlei. O potiguar Marcelo Henrique Azevedo, de 14 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira Escolar de Vôlei e vai ficar entre os dias 10 a 17 de dezembro no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei, na cidade de Saquarema, interior do Rio de Janeiro, com mais de 30 pessoas, entre atletas e membros da comissão técnica.
Ele conquistou junto com os atletas do colégio CEI - Mirassol, a medalha de bronze na edição das Olimpíadas Escolares desse ano, disputada na cidade Poço de Caldas-MG, que reuniu atletas de 12 a 14 anos.
Essa é a primeira convocação para a Seleção Brasileira do jovem atleta, que nunca havia participado de uma competição nacional.
- Fiquei muito feliz com a notícia. Sempre sonhei com isso. Estávamos lanchando no refeitório antes da premiação, quando os representantes do Confederação Brasileira de Vôlei anunciaram a lista com os atletas - conta Marcelo.
Marcelo pratica vôlei há cinco anos e tem no currículo um vice-campeonato na categoria mirim nos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte. Desde que começou no esporte, sonha em ser atleta profissional. A inspiração para praticar a modalidade está no pai, Sr. Jorge, que também jogou vôlei quando jovem. Mas um campeão olímpico é referência para que o potiguar sonhe com muitas 'cortadas' e bloqueios.
Inspiração
- Minha inspiração é meu pai. Mas me espelho muito no estilo de jogo de Murilo, que é campeão olímpico pela seleção brasileira. O modo como ele joga, a disciplina, a dedicação pelo esporte, é legal ver isso num atleta - comenta Marcelo.
A viagem será somente no final do ano e os sonhos do potiguar em disputar um competição nacional e conhecer as estrelas do vôlei brasileiro mexem com a cabeça do jovem atleta.
- A ideia é ficar entre os 12 atletas da seleção, já que foram convocados 18 no total. Sonho um dia em jogar na Superliga, com os melhores clubes do país. Espero aprender muito nesse período lá no Rio de Janeiro e quem sabe me encontrar com os principais atletas da seleção brasileira, como Murilo, Bruninho e o técnico Bernardinho - brinca o atleta.
Equipe de Voleibol do CEI - 3º lugar
Essa participação vai ser muito positiva para o Rio Grande do Norte, porque o vôlei do nosso Estado está muito ruim. Não temos incentivo e esses títulos são conseguidos com muito suor - lamenta Rildo.No entanto, Marcelo não vai sozinho para Saquarema. O seu treinador, Rildo Carvalho Flor, também vai participar dessa semana de treinamento com as seleções de base. Ele foi convidado para conhecer as instalações da CBV e aprender um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido no esporte.
O treinador conta que a média de idade do time é de 13 anos, com uma altura que ultrapassa os 1,80 metros. Mesmo assim, as conquistas estão surgindo.
- Nosso time foi o mais jovem do vôlei nas Olimpíadas Escolares. Temos cinco atletas com 14 anos, três com 13 anos e dois com 12 anos. Mesmo com pouca experiência, fizemos um trabalho muito bonito - comemora o professor.
Rildo espera que esse período de treinos em Saquarema possa trazer novidades para o vôlei no RN.
- Esse período de observação dos treinos das categorias de base das seleções, vai trazer um aprendizado diferente para mim, como professor. Espero trazer algo novo, para mexer o vôlei no Estado - finaliza o treinador.
Leia Mais

O perigo do uso dos anabolizantes: esteroides geram efeitos colaterais.

Os esteroides anabólicos continuam provocando sérios problemas para a saúde dos usuários.O último episódio que tem sido divulgado pela mídia é o do cantor Netinho. Como se tem notícia, a causa do sério quadro que ele apresenta é um problema no fígado. O efeito de doses continuadas de esteroides é devastador sobre este órgão.

O agravante é que a lesão hepática que ocorre é irreversível. Ou seja, mesmo controlada, vai se instalar uma perda da função hepática. O perigo do uso de anabolizantes não se restringe ao fígado, existem vários outros efeitos colaterais decorrentes. Podemos dizer que o preço por ganhar músculos é altíssimo, e a relação de danos para a saúde é uma lista tenebrosa:
- Aumento significativo da incidência de tumores, principalmente no fígado;
- Elevação severa do colesterol ruim (HDL) e redução do colesterol bom(HDL) (este efeito aumenta a incidência de obstrução de artérias, provocando inclusive casos de infarto do miocárdio em indivíduos jovens);
- Efeitos de alteração do comportamento, com tendência a potencializar a agressividade, podendo até mesmo provocar surtos psicóticos;
- Alterações epidérmicas exacerbadas, com elevada incidência de acne, o que acaba quase “denunciando” o usuário.
O que o usuário do sexo masculino talvez não saiba e não valorize porque os sintomas ficam camuflados, é o efeito dos esteroides na função reprodutora masculina. O uso do hormônio diminui a produção de espermatozoides, podendo até mesmo, causar esterilidade.
No balanço entre benefícios e prejuízos dos esteroides, pode-se dizer que a eventual melhora de estética perde de longe para os prejuízos para a saúde. Existe também uma frase que ilustra este quadro: Os esteroides aumentam os músculos e entopem as coronárias!


Leia Mais

GLOBO FUTEBOL CLUBE INICIA TREINAMENTO VISANDO O ÚLTIMO JOGO DA FASE DE CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO ESTADUAL SUB-17 ANOS.

O Campeonato de Futebol sub-17 anos promovido pela FNF está próximo do término da 1ª fase. 
Sábado próximo no JL, o GLOBO FUTEBOL CLUBE fará sua última partida nesta fase de classificação enfrentando a Associação Esportiva Planalto , às 15 e 30 horas. O jogo define a classificação para as duas equipes. 
Visando esta importante partida , a equipe do GLOBO FUTEBOL CLUBE , comandada pelo técnico Ivan Lisboa,  reiniciou na manhã ontem,  os treinamentos com uma atividade de preparação física comandada pelo professor Willian. No turno vespertino os atletas assistiram ao vídeo tape do jogo onde  a equipe do GLOBO FUTEBOL CLUBE empatou com o ABC F.C pelo placar de 2 x 2, partida ocorrida no último sábado no JL. 
Em seguida ao vídeo, os atletas se encaminharam ao campo de treinamento e fizeram, sob o comando do professor Ivan Lisboa , um treino em campo reduzido que serviu para aprimorar o passe e a manutenção de  posse de bola, fundamentos estes que a equipe precisa aprimorar. Aconteceu também uma atividade de ataque contra defesa com superioridade numérica dos atacantes, isto porque, segundo o professor Ivan Lisboa, a equipe tem sido pouco incisiva nos ataques aos adversários durante os jogos anteriores do campeonato. 
Os treinamentos terão prosseguimento nesta manhã e tarde de hoje, finalizando a preparação na 5ª feira. Na 6ª feira, os atletas terão descanso. 
O GLOBO FUTEBOL CLUBE está com 5 pontos na tabela de classificação e necessita de pelo menos um empate para passar para a 2ª fase da competição. 
O clima de otimismo existe na comissão técnica e jogadores. 
Em palestra antes dos atletas assistirem o vídeo, o presidente do clube , o Sr. Marcone Barreto agradeceu o envolvimento de todos durante a partida contra o ABC e afirmou que o trabalho está no caminho certo. Entretanto, reconhece que daqui para a frente, terá que contratar profissionais experientes caso queira colher bons frutos num futuro próximo. 
Leia Mais

Campeão de xadrez vê semelhanças estratégicas com futebol. Ambos exigem sólida defesa e ataque fulminante.

Raí Araújo -  17 anos

Em tempos de Copa do Mundo, o estudante Raí Araújo, do campus Caicó, faz uma comparação do futebol com o xadrez: “O primeiro objetivo é defender o rei, depois atacar o adversário”. Aos 17 anos, aluno do curso técnico integrado de Eletrotécnica, Raí é o atual campeão juvenil dos Jogos Escolares de Caicó e já venceu, este ano, duas das três etapas já ocorridas do Circuito Escolar de Xadrez.
Entusiasta desse esporte, Raí afirma que sua capacidade de raciocínio foi incrementada depois que passou a praticá-lo. Ele joga xadrez desde o ano de 2007, quando aprendeu as regras com um professor da Escola Estadual onde estudou, a Padre Edmundo Kagere, localizada no bairro Castelo Branco, em Caicó. Seu progresso foi gradativo. Naquele ano foi décimo colocado na categoria infantil dos jogos escolares. Em 2008, chegou à sexta colocação, no juvenil e, no ano passado, deu um salto para o primeiro lugar.
Para Raí, a peça mais charmosa do xadrez é a rainha, espécie de top model, por desfilar mais que as outras peças no tabuleiro. Na terceira etapa do Circuito Escolar de Xadrez, ocorrida em maio deste ano em Caicó, Raí ultrapassou 27 concorrentes oriundos de seis escolas, sagrando-se vencedor.
INCENTIVO – A prática do xadrez no campus Caicó conta com o esforço de dois entusiasmados servidores, o professor de matemática Mário Wedney e o coordenador de Serviços Gerais e Manutenção João Batista Amaral. Os dois programam uma oficina de xadrez para o semestre que vem. “Será num sábado letivo”, informa João Batista, “vamos ensinar o básico e também introdução às finais”, acrescenta.
João Batista pratica xadrez desde 1996 e, atualmente, participa do Torneio SR7076, competição virtual promovida pelo site www.interajedrez.com, da qual é virtual campeão. Partidas já encerradas, João Batista venceu seis adversários e perdeu somente uma disputa. O SR7076 é uma competição que preza pela paciência, as partidas são longas e a movimentação das peças acontece através de comunicação via endereço eletrônico. “Vale o prazer de jogar”, completa João Batista.
Leia Mais

Magnus Carlsen, o gênio que trocou o futebol pelo xadrez.


Magnus Carlsen (Foto: TV Globo)

Quem olha para Magnus Carlsen pode achar que ele é apenas mais um jovem de 20 anos normal. O norueguês, desde pequeno, sempre gostou de futebol, torce pelo Real Madrid e é fã dos brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos. No entanto, o rosto de criança esconde o maior prodígio da história do xadrez. Aos 13 anos, venceu os maiores jogadores do mundo e se tornou um dos atletas mais jovens a receber o título de Grande Mestre, a mais alta qualificação do xadrez. E no ano passado, aos 19, virou o líder do ranking mundial, tornando-se o mais rápido a alcançar esse posto.
- Eu sigo futebol na TV o tempo todo, especialmente os campeonatos da Espanha e da Inglaterra. Sou torcedor do Real Madrid, muito fã do Ronaldo e do Roberto Carlos. Acho que até teria sido um bom jogador, mas acho que estou bem no xadrez. Está valendo a pena, porque estou criando umas coisas legais - disse Carlsen.
O jogo de xadrez simula um conflito entre dois exércitos: 16 peças para cada oponente que se movimentam em um tabuleiro com 64 casas. Milhões e milhões de possibilidades e posições, tudo isso viajando na mente humana em uma velocidade incrível. Carlsen usa o cérebro de uma forma única, especial, que pode revolucionar tudo o que sabemos sobre o raciocínio e o pensamento. Mas você pode esquecer aquela imagem estereotipada de um nerd atrás de um computador. O norueguês virou celebridade, garoto-propaganda de uma multinacional de roupas, viaja o mundo, passeia com atrizes de Hollywood e conquista milhares de seguidores nas mídias sociais.
Magnus Carlsen faz parte de uma geração que cresceu desde cedo com uma companhia especial: os computadores. Para conhecer mais da história desse prodígio e da sua família, o Esporte Espetacular foi até Monaco, no Sul da França, acompanhar um torneio de xadrez entre os melhores do planeta. Segundo o pai, Henrik Carlsen, o filho mostrava habilidades especiais já na infância.
- Magnus tinha algumas habilidades que nos chamavam a atenção. Ele conseguia montar quebra-cabeças de 50 peças antes dos 2 anos. Com 4 ou 5, montava coisas fabulosas com Lego. Ele tinha uma habilidade incrível de concentração, de ficar focado em alguns tópicos por bastante tempo.
- O computador é uma grande ferramenta para o aprendizado. Ele usava o computador para várias outras coisas, e se sentiu confortável naquele ambiente. Os programas para jogar xadrez começaram a aparecer nos anos 90, justamente na geração dele - lembrou Henrik. Henrik adorava xadrez, então, pegou um tabuleiro e tentou ensinar Magnus. Mas, aos 6 anos, o garoto não quis nem saber daquele jogo parado, gostava mesmo era de jogar bola todos os dias. Vendo que iria perder a briga, o pai não forçou a barra na ocasião. E foi por volta dos 9 anos que Magnus começou, espontaneamente, a jogar xadrez... no computador, nada de tabuleiro. E o pai apoiou:
Jogar partidas com gente do mundo todo, desafiar amigos e estudar lances. Esses foram alguns dos atrativos que chamaram a atenção de Magnus para jogar xadrez pelo computador. Na época, o menino só queria aprender o jogo para vencer as grandes rivais: suas irmãs mais velhas.
- Entre os 9 e os 10 anos, ele começou a passar várias horas do dia jogando e estudando xadrez. Mas não como uma obrigação, nunca pedimos nada. Era um hobby. Ele tinha essa vontade. Primeiro, queria ganhar das irmãs. Depois começou a estudar para me derrotar. E asssim foi - contou Henrik.
- Eu nunca tive mesmo um jeito científico de estudar xadrez. Eu simplesmente seguia minha curiosidade, minhas ideias. Acho que isso foi muito importante - revelou Magnus.
Eu acho que tenho um 'felling' natural para o jogo. Tenho um estilo universal, disposto a correr risco. Não sigo muito os padrões. Se me dão uma ideia de tentar algo novo, eu estudo um pouco e vou em frente. Gosto de mudar de territórios a todo momento no xadrez."
O processo de formação utilizado pelo menino norueguês era bem diferente dos adotados pelos grandes jogadores do passado. Um dos Grandes Mestres de xadrez, o brasileiro Gilberto Milos tenta explicar as mudanças com o tempo.
- Enquanto nós nos espelhávamos nos melhroes jogadores do mundo, como Boby Fischer, e analisávamos as partidas dele, ele se espelha no melhor jogador de hoje, que é o computador, devido à capacidade de cálculo. O computador é melhor porque calcula mais, então ele desenvolve mais esse lado e de alguma forma chega próximo da capacidade de cálculo do computador. Não é igual, mas ele tira uma vantagem disso.
- No computador, você consegue informações muito rápido. O que significa que você consegue absorver conhecimento muito mais rápido do que no passado. Hoje, podemos aprender coisas em cinco anos que no passado levariam 20 -  decretou Milos.
Basicamente, Magnus Carlsen começou aos poucos a pensar como um computador. Por conta da sua formação, ele desenvolveu uma habilidade espetacular de calcular e memorizar. Magnus guarda na cabeça cerca de 500 mil jogadas (meio milhão de possibilidades).
- Quando você treina com o computador, contra um adversário que realmente te coloca problema de cálculos muito complexos, você certamente é mais exigido e desenvolve mais. Não sei exatamente como é esse processo, mas basicamente é isso. Você treina com alguém muito melhor do que você e a tendência é se aproximar disso. E como o computador é muito melhor no quesito cálculo, a tendência é que você melhore seu cálculo. Ele é mais exigido que as gerações anteriores, então o resultado é superior - explicou Gilberto Milos.
O trunfo de Magnus Carlsen é conseguir calcular mais rápido e, com isso, ele imagina como estará o tabuleiro de xadrez 20 lances à frente das pessoas comuns. Fica mais fácil prever as ações dos rivais e escolher a jogada certa. É o que conta o especialista no esporte Dirk Geuzendam.
- Você olha para o tabuleiro em um jogo dele e diz: não existe saída, está acabado. E aí, logo depois, Magnus escapa, com algo que ninguém havia pensado. Parece simples, mas é incrivelmente difícil fazer isso em um jogo de xadrez. Poucas pessoas têm esse talento: escolher precisamernte a jogada certa e fazer o que ninguém havia imaginado. É o que o Magnus faz.
Com essa habilidade toda, aos 13 anos Magnus já estava disputando torneios internacionais. Ele enfrentou e venceu, para a surpresa de todos, Anatoly Karpov, o melhor jogador do mundo por dez anos. O próximo desafio foi encarar aquele que é considerado até hoje o melhor de todos os tempos: Garry Kasparov, campeão mundial aos 22 anos e dono das mais altas pontuações internacionais do xadrez. Magnus conseguiu um empate contra o gênio do esporte, e parece que assustou o russo.
- Depois desse jogo o Kasparov foi embora correndo, nervosíssimo. Mas depois mandou um de seus livros autografados para a nossa casa e disse que podia dar umas aulas, uns conselhos a Magnus. Ele não se interessou muito no começo, mas tempos depois se deu conta que Kasparov sabia muito, muito mesmo. E que poderia ajudá-lo - disse Henrik Carlsen.
Imagine isso: o melhor jogador de hoje com aquele que foi talvez o melhor da história. É a combinação dos sonhos."
A partir dali, Magnus ganhava um grande tutor, o que faltava para o menino deslanchar de vez. O russo adorava computadores e sabia utilizá-los para analisar jogos e melhorar a performance. E foi isso que Kasparov ensinou a Magnus, a usar melhor a máquina. O menino foi lapidado até chegar ao posto de número 1 do ranking da federação internacional.
- Depois de um tempo, aprendi a usar mais os computadores para me prepaparar para enfrentar meus oponentes, porque existe muita base de dados sobre os jogos. E também para analisar meu próprio jogo para analisar meus erros - contou Magnus.
A questão central que os cientistas tentam entender é como Magnus consegue raciocinar tão rápido? Algumas pistas já surgiram. A teoria é: quando um jogador comum pensa para fazer um lance no xadrez, ele usa apenas o lado esquerdo do cérebro. Já Magnus e outros grandes jogadores conseguem trabalhar os dois lados, usando assim o dobro da capacidade de raciocínio e memória. Por isso é possível calcular e memorizar tanto.
O prodígio Magnus Carlsen voltou a chamar a atenção do mundo para o xadrez. Nos anos 80, por conta da Guerra Fria, o que acontecia no tabuleiro era questão de Estado. EUA x URSS ou Bobby Fischer x Boris Spassky. Norte-americano e soviético chegaram a decidir um título mundial como se fosse final de Copa do Mundo de futebol. Nos anos 90, Homem x Máquina. Garry Kasparov também ganhou os holofotes quando desafiou computadores. Depois dele, o interesse pelo jogo caiu, até Magnus Carlsen.
- Todo grande jogador traz algo novo ao jogo, mas Magnus é especial. Ele parece agregar todo o conhecimento técnico dos campeões do passado, e consegue impor sua juventude e novas ideias para explorar novas posições, novos caminhos. Ele é um desbravador, e o xadrez precisa de desbravadores - finalizou Dirk Geuzendam.
Leia Mais

Ensino/aprendizagem de esportes coletivos a partir de um jogo de queimada.


 
JOGO DE QUEIMADA COM PINOS
Elaborar uma plataforma de conhecimentos em pedagogia do esporte envolve necessariamente a complexidade de relações teóricas e práticas e a simplicidade do processo pedagógico de oportunidade, isto é, de chance concreta de acesso ao esporte de qualidade. As experiências e escolhas das crianças são fundamentais e devem ser oportunizados durante a seqüência de aulas, exercícios e atividades diversificadas. Brincadeiras e jogos dos mais variados tipos, dois a dois, três a três com ou sem bola são igualmente fundamentais.Quando o mestre é o jogo, o diretor é o professor e os atores os jogadores, a cena pode se tornar bonita, o complexo se funde com o simples e a apresentação retrata uma vida vibrante. Do teatro para o esporte, já que o artista não brota sozinho, precisa de uma direção firme e convicta na sua possibilidade artística e, ao mesmo tempo, precisa da arte, do espetáculo em si, da experiência da representação, do jogo da vida em movimento, mergulhamos na pedagogia do esporte. Nosso pensamento implica na recordação de momentos de iniciação esportiva das crianças e, nas possibilidades de baixar a ansiedade por resultados imediatos. Isso, em hipótese alguma, significa ausência ou não-diretividade do professor.

             Pensando em oferecer as oportunidades de toque, passe, arremesso, isto é, um maior número de contatos com a bola, elaboramos o jogo de "Queimada com pinos" com o objetivo de incrementar elementos da compreensão de jogos como caminhos para o ensino/aprendizagem dos esportes.

                Para desencadear e difundir as discussões sobre a educação integral, da qual a educação esportiva deve fazer parte, sugerimos aos professores e pais que continuem pacientes quanto aos tempos pedagógicos, ou seja, que continuem desenvolvendo a consciência de um processo pedagógico de médio e longo prazo, oferecendo escolhas de vários tipos à criança. Ao longo da vida precisamos ter oportunidade de experimentar vários esportes, ajustando influências culturais e solidificando conhecimentos variados. Reafirmamos que o objetivo do esporte escolar não deve ser a formação de atletas, mas a formação humana.

                  Nesse sentido formulamos a seguinte pergunta a fim de orientar as discussões deste texto: Como tem sido o ensino/aprendizagem de esportes coletivos para além do ensino de técnicas e táticas? Partimos da orientação geral contida na concepção "Ensinando esportes por meio de jogos" e formulamos a seguinte hipótese: O ensino/aprendizagem de esportes coletivos tem sido marcado por baixa densidade teórico-prática. Embora tenhamos opiniões a respeito do percurso investigativo e de várias práticas docentes, não é nossa intenção esgotar o presente assunto, assim como não temos nenhuma pretensão, nessas linhas de esboçar formulações definitivas sobre o assunto.
                 Partimos, portanto, do eixo teórico-metodológico que indica as seguintes características para o ensino:.
                      O referencial teórico-metodológico do "Teaching games for understanding" dinamizado, no campo do esporte escolar pelas formulações de GRIFFIN, MITCHEEL & OSLIN (1997) serviu como âncora para a discussão aqui apresentada. O modelo é baseado em um sistema de classificação que enfatiza as similaridades táticas dentro dos jogos. Desta forma os jogadores podem compreender (e transferir) melhor os princípios comuns, no que diz respeito à conhecimentos e habilidades dos esportes.
                  Visando tornar simples o ensino e a aprendizagem de esportes para crianças e adolescentes, a abordagem conclui pela necessidade de resolução de problemas na prática dos jogos acompanhada pela criatividade do professor. Com esta estrutura pedagógica adaptamos e desenvolvemos a categoria "jogos de invasão" do modelo americano, a partir de nossas necessidades, pontuando e extraindo os aspectos da criatividade disponível na área de educação física. Para um aprofundamento do tema, a linha de pesquisa "Estudos e investigações sobre o conhecimento criativo dos estudantes e professores de educação física em aulas de esporte escolar" que desenvolvemos na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Goiás forneceu pistas adicionais constituindo-se em um canal privilegiado de informações, em contínuo processo de construção, desta particularidade que é o esporte escolar.
                    O professor, como peça de articulação de conhecimentos, deve promover um ensino de caráter amplo que envolva aspectos físicos, técnicos, táticos, culturais e sociais. Assumindo um papel estratégico no ensino por resolução de problemas, a cognição passa a ser um elo entre a teoria e a prática do esporte. A cognição é um elemento do processo que não deve se restringir às discussões – perguntas e respostas (professor-alunos) - como parte das ações que ocorrem durante os jogos; a cognição como pensamento no jogo envolve também as necessidades que os alunos tem de perceber e situar as noções corporais e sociais tais como: conhecimento de distâncias nos espaços da quadra; domínio da bola e velocidade; segurança e confiança nas ações motoras. A cognição pode contribuir para o processo de ensino-aprendizagem na medida em que for vista como possibilidade consciente e crítica da situação concreta.
                     Ao verbalizar as variadas ocorrências no jogo, as crianças realizam o pensamento estratégico e direcionam sua base de formação esportiva para uma perspectiva não tecnicista. A autonomia coletiva de respostas e busca de solução de problemas incrementa e encoraja os alunos na compreensão do esporte. Mesmo com um repertório físico e intelectual limitado é possível definir um plano de performances inteligentes que inclui responsabilidade compartilhada e noções fundamentais do esporte.
                          A interação social promovida no jogo pode dar ênfase, de um lado, aos aspectos lúdicos do universo infantil, de outro, aos temas organizados e seqüenciados do planejamento de aulas de esporte escolar. Como um problema do contexto em que emerge múltiplas escolhas e situações, a interação social se transforma em uma ferramenta pedagógica composta pela cognição, habilidades motoras, afetivas e lúdicas. Quando o professor desenha a interação social como campo de vivência e aquisição de conhecimentos fundamentais do esporte, na verdade, visualiza e trabalha com a meta de tornar seu ensino eficaz, tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista prático. Assim é possível situar a cognição e os aspectos corporais do jogo como questões inseparáveis (cf. LIGHT & FAWNS, 2003).
                            O jogo, descrito na seqüência, foi criado para auxiliar o ensino de esportes coletivos (handebol, basquete e vôlei, preferencialmente) destinado a crianças de 7 a 12 anos. O jogo "Queimada com pinos" além de oferecer elementos educativos, é um jogo dinâmico e envolvente que atrai pessoas de todas as idades; por apresentar um caráter esportivo, de disputa acirrada, não deve ser visto como simples jogo/brincadeira.
Descrição do jogo
Legenda
Amarelo = Equipe A – Campo de jogo; Verde = Equipe B – Campo de jogo; Amarelo pontilhado = Equipe A = "morto", "reserva" ou "cemitério"; Verde pontilhado = Equipe B = "morto", "reserva" ou "cemitério"; Verde escuro = Cone A; Laranja = Cone B.
  1. Duas equipes dispõem seus jogadores na área de jogo, que pode ser a quadra de voleibol ou uma área de tamanho mais ou menos igual. O número de jogadores de cada equipe não deve ser maior que dez. (ver no gráfico: Equipe A = Cor Amarela; Equipe B = Cor Verde);
  2. Cada equipe indica um jogador para ser o "morto" ou ir para o "cemitério" (área externa à quadra de jogo ou quadra de voleibol, representada pelo pontilhado no gráfico, como no jogo da Queimada Tradicional ou das Queimadas Adaptadas). Quando o primeiro jogador for carimbado/queimado, este jogador que era o "morto", ou estava no "cemitério", "ressuscita" e volta para seu campo de jogo;
  3. Dois cones, um em cada campo de jogo, são dispostos na quadra, envolvidos por uma área circular (esta área pode ser desenhada no chão com giz, ou pode ser utilizado um arco-bambolê). Os jogadores devem defender (proteger) seus respectivos cones sem adentrar na área circular;
  4. O jogo é realizado com duas bolas diferentes: uma, utilizada para queimar pessoas; outra, para acertar (queimar) o cone. O objetivo do jogo é acertar (queimar) pessoas e cones: 
    • a bola utilizada para queimar pessoas não pode queimar o cone;
    • a bola utilizada para queimar o cone não pode queimar pessoas;
    • devem ser utilizadas, preferencialmente, bolas de vôlei, não totalmente cheias (para queimar pessoas) e bolas de borracha (para queimar o cone do adversário);inicia-se o jogo através de sorteio. A Equipe vencedora no sorteio escolhe uma bola e o lado da quadra.
  5. Os jogadores podem passar as bolas livremente entre sua própria equipe, trocando passes de variados tipos, até que algum jogador ou um dos cones seja acertado (carimbado/queimado). Neste momento, o jogo é interrompido:
    1. O jogador queimado desloca-se para o "morto" ou "cemitério", permanecendo no jogo. Jogador da Equipe A vai para a área pontilhada de Cor Amarela; Jogador da Equipe B vai para a área pontilhada de Cor Verde;
    2. Quando o cone é derrubado (carimbado/queimado), a equipe escolhe um jogador da equipe adversária para que este se desloque para a área de seu "morto" ou "cemitério" (pontilhada de Cor Amarela ou pontilhada de Cor Verde, conforme o gráfico); 
    3. Todos os jogadores das áreas de "morto" ou "cemitério" continuam no jogo, tentando carimbar/queimar pessoas e cone, ou seja, não são eliminados;
    4. Se houver carimbadas/queimadas simultâneas (de pessoa e cone ao mesmo tempo), o jogo é interrompido e ambas as jogadas são validadas;
  6. O jogo termina quando todos os jogadores do campo de jogo (quadra de voleibol ou similar) de uma equipe são carimbados/queimados.
Implicações didático-metodológicas
    A queimada tradicional é um jogo lento e quase sempre desmotivante para quem perde chances. Os jogadores carimbados/queimados são excluídos e as lembranças que ficam registradas dizem respeito à gostos amargos relacionados ao esporte. Ao alterar as regras e os eixos centrais da queimada tradicional, transformando-a em "Queimada com pinos" elaboramos diferentes perspectivas para o ensino/aprendizagem dos esportes. A princípio, os esportes coletivos considerados foram o handebol, o basquetebol e o voleibol. Por entender que (1) as habilidades dos esportes são transferidas para outros esportes e (2) o intenso processo de socialização e motivação neste jogo possibilitará novas configurações de necessidades e desejos de ensino/aprendizagem, apresentamos as seguintes modificações: Utilização dos fundamentos passe (handebol e basquetebol) e cortada (voleibol) como condição de ataque (queimada) no jogo.
    A rápida movimentação dos jogadores é possibilitada pelos passes curtos e longos bem como pela dinâmica das duas bolas no jogo. Diante das várias opções para obtenção de ponto (queimada no cone, queimada no adversário, passe, finta, deslocamento, etc) a cognição exigida como ferramenta ativa desempenha papel central. Isso implica na socialização entre os jogadores de informações sobre o posicionamento em quadra. Uma outra exigência bastante conflituosa no início, mas posteriormente assimilada como elemento estratégico, diz respeito à escolha do (a) jogador (a) escolhido para continuar no jogo na área do "cemitério", "morto" ou "reserva". Trata-se de uma ação que pode ser entendida como prêmio para a equipe que derrubou o cone mas que também pode ser utilizada como tática, pela equipe que teve seu cone derrubado.
    Por outro lado, o número de vezes que cada jogador toca na bola é sempre superior aos tradicionais exercícios de passe, arremesso e outros fundamentos que são executados para o treinamento dos esportes. O jogo de "Queimada com pinos" pode favorecer estas habilidades, oportunizando exercícios em situação real. Constituindo elemento integrante da categoria "jogos de alvo" este jogo é um desafio para as crianças em contato com o mundo dos esportes coletivos. Podemos afirmar que, após seu pleno desenvolvimento, consolida-se um processo de ensinar e aprender vários esportes coletivos, como o basquetebol, o voleibol e o handebol.
Considerações finais
    O conteúdo jogo e esporte nas aulas de educação física implica em determinações, significados, atitudes, observações e processos de teor complexo. A complexidade da educação física no campo escolar por si só já representa um desafio para os professores. Pelo fato de haver um elevado desnível entre professores iniciantes e experientes, diferentes aplicações esportivas são experimentadas. Os saberes próprios dos professores como ponto de partida para a mudança de postura e aquilo que entendemos como conhecimento crítico-criativo se apresenta também como um aspecto a ser desenvolvido.
    O jogo de "Queimada com pinos" ao oferecer as condições para o desenvolvimento do esporte não implica em aceitação pura e simples de sua forma projetada. Pode haver adaptações que o tornem ainda mais complexo.
    Discutir o tema ensino de esporte por meio de jogos nos leva a diferentes interesses profissionais e acadêmicos que implicam, por sua vez, em uma formação permanente de cunho crítico-criativo para além dos determinantes tanto do tradicionalismo/tecnicismo quantos da crítica situados nas décadas de 1980 e 1990.
    Assim, a busca pelo rompimento de fragmentações e a aposta na perspectiva de totalidade da compreensão do jogo como a primeira base do esporte, torna-se um desafio permanente. Por fim, superar os condicionantes do agir docente e discente em direção a novas formas metodológicas do esporte não pode ser apenas um modismo. Trata-se de um direito dos alunos e de uma necessidade dos professores.
Referências bibliográficas
  • ALBERTI, H & ROTHENBERG, L. Ensino de jogos esportivos. São Paulo, Ao Livro Técnico, 1984.
  • DIETRICH, K. Os grandes jogos: Metodologia e prática. São Paulo, Ao livro Técnico, 1984.
  • _________. Educação Física e o conceito de cultura. Campinas/SP. Autores Associados, 2003.
  • DIECKERT, J. Esporte de Lazer: tarefa e chance para todos. São Paulo, Ao Livro Técnico, 1984.
  • DUCKER, L.C.B. Em busca da formação de indivíduos autônomos nas aulas de educação física. Campinas, Autores Associados, 2004.
  • FREIRE, J. B. Métodos de Confinamento e engorda. In: Educação Física & Esportes. Perspectivas para o século XXI. São Paulo/SP, Papirus, 1992.
  • __________.Pedagogia do Futebol. Londrina: Ed. Midiograf, 1999.
  • GALATTI, Larissa R & PAES, Roberto R. Pedagogia do Esporte: discutindo possibilidades de intervenção na modalidade basquetebol. Anais do XIII Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte, Caxambu, 2003.
  • GRIFFIN, L. L., MITCHELL, S. A., OSLIN, J. L. Teaching Sport Concepts and Skill: A tactical games approach. Champaing: Human Kinetics, 1997. 
  • KUNZ, E. Transformação Didático-Pedagógica do Esporte. Ijuí - RS, UNIJUÍ, 2000.
  • LISTELLO, AUGUSTE. Educação pelas atividades físicas, esportivas e de lazer: Organização do ensino – Do esporte para todos ao esporte de alto nível. São Paulo, EPU, 1979.
  • MITCHELL, S. A, GRIFFIN, L. L, OSLIN, J. L. Sport Foundations for elementary Physical Education: a tactical games approach. Champaing, Human Kinetics, 2003.
  • SADI, R S. Esporte e Sociedade. Brasília, UnB, Centro de Educação à Distância, 2004.
  • ________. Pedagogia do Esporte. Brasília, UnB, Centro de Educação à Distância, 2004.
  • ________. Educação Física, Trabalho e Profissão. Campinas, Komedi, 2005.
  • SCAGLIA, A. J. Escola de futebol: uma prática pedagógica. In: NISTA PICCOLO, V. Pedagogia dos esportes. Campinas: Papirus, 1999.
  • SOUZA, A. J. É jogando que se aprende: o caso do voleibol. In NISTA PICCOLO, V. Pedagogia dos esportes. Campinas: Papirus, 1999.

Autor:

Renato Sampaio Sadi

FONTE:

http://escola.educacaofisicaa.net/2012/08/ensinoaprendizagem-de-esportes.html

renatoufg@gmail.com

TEXTO TRANSCRITO DO BLOG DE CAROLINA REZENDE - Professora de Educação Física formada pela Universidade Federal de Sergipe desde 2007, Pós graduada em Psicomotricidade pela Faculdade Pio X em 2009. Professora da rede particular de ensino em Aracaju-Se.


Leia Mais

PARABÉNS A TODOS OS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA PELO SEU DIA, 1º DE SETEMBRO.


Parabéns com atraso, mas o O Blog "Esporte e Saúde" aproveita a oportunidade  para lembrar dos profissionais de Educação Física de um modo geral e em especial, aos profissionais de Ceará-Mirim, trabalhando  em escolas, clubes, academias... a presença deles tem se tornado importante para a melhoria da qualidade de vida da nossa  população. 
Em especial, parabenizo àqueles que foram meus professores, o professor Silvino Avelino, no antigo Colégio Estadual de Ceará-Mirim. Lembro-me que acordava de 4:30 da manhã para ir a quadra de chão áspero em frente ao Colégio Santa Águeda. Lá, antes da aula do professor Silvino, jogávamos a famosa pela "pelada". Era um bom "vício". A motivação era grande pelas aulas de Educação Física, o que não vemos  nos dias de hoje. 
Parabenizo também o professor Eduardo Demétrio, por ter me  dado a 1ª oportunidade de trabalhar como profissional de Educação Física. Lá pelos idos de 1982, na Escola Estadual Ubaldo Bezerra, quando eu ainda era aluno/atleta de futsal, foi o professor Eduardo que me entregou , 4 turmas suas.  Financeiramente nada recebi do professor Eduardo, mas até hoje sou grato à sua atitude, pois foi a partir desta oportunidade,  que recebi um convite do Diretor do Ubaldo, o Sr. Francisco Brasilício , para trabalhar com um contrato do Governo do Estado na Escola Duque de Caxias em Barra de Maxaranguape.
Não poderia deixar de citar também nomes importantes como o Professor Izulamar Costa(falecido), grande impusionador do esporte e da Educação Física em nosso município. Posso estar enganado, mas considero ele, o professor Izulamar, como o grande destaque profissional que tivemos em todos os tempos. 
Cito também o professor e hoje, jornalista, Iran costa, outro importante profissional que ví atuar. Pena que deixou  de atuar na área para seguir a carreira jornalistica, profissão que desempenha atualmente  com bastante habilidade. 
Não dá para  esquecer também do professor José Walter, professor/técnico de uma das maiores equipes de handebol de nossa cidade de  todos os tempos, o Ginásio Industrial de Ceará-Mirim, de atletas  como Lúcia Neri, Mirtes, Lucinha de Jacinto... Considerada como a melhor equipe de handebol de todos os tempos nos JERN's em 1977.
E o professor Luciano "Cabeção"? Grande incentivador do handebol masculino em Cerará-Mirim. 
Manoel Santana Campelo Neto, grandes trabalhos desenvolvidos no handebol e ainda em atividade nas nossas quadras esportivas. 
Não podermos esquecer os mais recentes, como Ivan Lisboa, desenvolvendo bons trabalhos no futsal e futebol. Os professores Washington, Dunga e João Batista(Casquinha), mantendo a nossa tradição no handebol. 
A lista é muito grande.... João Maria Corredor, Willian(atualmente desenvolvendo o atletismo em Touros-RN), Ruy Lemos, Tico, João Maria Pimentel...
Não posso deixar de destacar também os novos profissionais de Educação Física que a Coordenação de Educação Física e Desporto Escolar do Município vem dando oportunidade de trabalho. São jovens que estão aliado estudo teórico e prática ao mesmo tempo  desenvolvendo bons trabalhos dentro de nossas escolas.
 Parabéns neste dia a Reuel Moreno, Damião Freire, João Paulo, Alan Melo, Carlos Roberto, Jean Carlos, Djalma Neto, Marcelo Víctor, Manoel Neto, Romualdo da Capoeira, Diego.... São novos profissionais que darão continuidade aos importantes trabalhos desenvolvidos pelos mais antigos, mantendo a tradição do esporte  e da Educação Física em nossa cidade. 
Abaixo, apresentamos uma mensagem lida na Câmara dos Deputados em Brasília, parabenizando todos nós, profissionais de Educação Física. Vejamos o que diz o Deputado:


Leia Mais

NUMA CIDADE QUE RESPIRA FUTSAL E HANDEBOL, É POSSÍVEL INTRODUZIR O XADREZ NAS NOSSAS ESCOLAS?

Alunas da Escola Municipal Madalena Antunes.
Dentro da programação das Oficinas de Xadrez,  a Coordenação de Educação Física da SEME esteve nesta 2ª feira(27/07), pela manhã, na APAE de Ceará-Mirim.
Carinho, afeto, lições  adquiridas na APAE.
O objetivo era apresentar dois esportes diferentes daqueles vivenciados pelos alunos daquela instituição, o Xadrez e o Tênis de Mesa.

Inicialmente, realizamos a oficina de xadrez. Os alunos,
portadores de necessidades especiais tiveram um comportamento exemplar. No início,  ficamos um pouco inseguros quanto a aceitação deste esporte por parte dos alunos. Entretanto, no desenvolvimento das atividades,  percebemos  que era possível realizar o trabalho proposto. 
É bem verdade que ao final da  oficina de xadrez os alunos não conseguiram absorver o jogo por completo. Mas acreditamos que algo ficou gravado na mente de cada um. Na verdade, sabíamos que o principal objetivo a ser alcançado era a divulgação do esporte, o xadrez. Esse objetivo foi alcançado. Porem, quando realizamos trabalhos como esses, acabamos ensinando e ao mesmo tempo aprendendo,  lições que servirão para nossa melhoria como pessoa. Não dá para esquecer o carinho , a atenção, o respeito, a alegria que todos eles puderam transmitir para nós. São lições que não podemos esquecer na nossa trajetória aqui neste planeta. Porque  não ter vindo antes fazer este trabalho na APAE ?  A resposta veio logo em seguida em minha consciência: "Nada é por acaso!" Tudo na vida tem dia e hora para acontecer!!!
Encerrada a oficina de xadrez, chegou a hora do lanche, momento este bastante alegre e divertido. Logo em seguida ao lanche, apresentamos outro esporte, o Tênis de Mesa. 
Alunos da APAE jogando Tênis de Mesa.
A apresentação de como era o jogo, feita por eu(Pedro Torres) X Reuel Moreno(meu auxiliar na Coordenação de Educação Física). Após eles demonstrarem que entenderam o objetivo do jogo, os alunos  puderam vivenciar este esporte. A sensação que tivemos foi que eles adoraram muito. Isto ficou evidenciado pela alegria que os mesmos demonstravam quando conseguiam jogar a bola para o lado contrário do adversário. A alegria deles aumentou quando  dissemos que a mesa e os acessórios, raquetes e bolas, ficariam na APAE para que eles pudessem continuar praticando este esporte. A mesa e acessórios foi uma doação do empresários do ramo de pré-moldados, Humberto Torres, da Comercial  Jarrolândia em nossa cidade.
Concentração, habilidade que o xadrez proporciona.
Estamos no final do mês de agosto/12 e algumas experiências foram muito gratificante. Outras talvez não consigam seguir em frente. Mas no geral, podemos afirmar que todas elas trouxeram lições, amadurecimento e a certeza de que o xadrez tem espaço aberto em todas as escolas. Os alunos, sejam eles tidos como normais ou com necessidades especiais, gostaram bastante. Para nós da Coordenação de Educação Física da SEME,  três  momentos nas oficinas pedagógicas  foram marcantes: 
1º - A receptividade dos alunos do turno vespertino da Escola Municipal Mário Pinheiro;
2º - A alegria, o carinho e o afeto dos alunos(as) da APAE;
3º - A boa semente  plantada em solo fértil da   Escola Municipal  Madalena Antunes Pereira. 
Escola Madalena Antunes, bons frutos estão por vir.
Nesta última escola, o apoio da gestão escolar e do grupo de professores que acreditaram no xadrez como alternativa pedagógica , podem render excelentes frutos para um futuro próximo. Por sinal, nos jogos internos da Escola Mun. Madalena Antunes, já teremos competições de xadrez e , brevemente, a Coordenação de Educação Física estará realizando um intercâmbio esportivo de xadrez entre esta escolas  Madalena Antunes x Adele de Oliveira.
As oficinas pedagógicas de Xadrez terão continuidade neste mês de setembro/12. 
As escolas públicas da rede municipal de ensino interessadas, deverão procurar a Coordenação de Educação Física e agendar datas. 
Após 1 mês realizando oficinas pedagógicas de xadrez nas escolas da rede municipal de ensino, fica a pergunta no ar: " Numa cidade que respira handebol e futsal , como Ceará-Mirim, é possível introduzir o xadrez como esporte em nossas escolas? Pelas experiências vivenciadas, acreditamos que sim. A resposta mais concreta foi dada na  Escola Municipal Madalena Antunes. 

Brevemente estaremos postando mais matérias sobre as oficinas pedagógicas de xadrez. Aguardem!!! 
Leia Mais

QUADRA POLIESPORTIVA DA ESCOLA ROTARY ESTÁ EM FASE DE CONCLUSÃO DAS OBRAS.

Sair do atoleiro em que nossos governantes  do passado nos colocaram,  no  não é fácil. A afirmativa é verdadeira em todas as áreas e no esporte não é diferente.
No início de 2009, quando assumi a Coordenação de Educação Física do Município de Ceará-Mirim, tive a oportunidade de viajar e conhecer todas as quadras esportivas existentes na zona urbana e rural. O que pude comprovar, inclusive tenho imagens, foi uma verdadeira calamidade. Dinheiro público jogado fora com construções de quadras absurdas: Coqueiros, Massaranduba..., quadras à céu aberto, sujeitas ao  sol ,  à chuva, rachaduras... Dinheiro jogado fora sem a mínima consideração com os impostos que pagamos.
Hoje, vendo as imagens postados nas redes sociais do companheiro e excelente arquiteto Cícero, podemos comprovar a qualidade das quadras poliesportivas que estão sendo construídas em nosso município. 
Com essas quadras, 7 ao todo, sendo que 3 estão em fase de conclusão, podemos enxergar uma luz no fim do túnel na área do esporte. 
Parabéns a todos os  que lutaram, cada uma em sua função,  para a realização de mais este sonho que irá beneficiar milhares de jovens nas próximas décadas.
O esporte local agradece.

Leia Mais

O XADREZ ESTÁ TRANSFORMANDO A ROTINA DA ESCOLA MUNICIPAL MADALENA ANTUNES PEREIRA EM CEARÁ-MIRIM/RN.

Reuel Moreno, João Paulo, Magnos e Pedro Torres(Professores)
O mês de agosto/12 está sendo dedicado à divulgação do Xadrez nas escolas públicas da rede municipal de ensino de Ceará-Mirim.
O trabalho está sendo realizado pela Coordenação de Educação Física da SEME, através dos  professores Pedro Torres e Reuel Moreno, que  estiveram na última 6ª feira na Escola Municipal Madalena Antunes, localizada no Bairro Santa Águeda. 
Pátio coberto, espaço bastante disputado no recreio.
A receptividade  foi a melhor possível, tanto dos alunos, muito atenciosos, como também da direção  e professores do turno matutino.
Estamos convictos, nós da Coordenação de Educação Física, de que quando encontramos 1 ou 2 professores na escola que acreditam no xadrez como ferramenta pedagógica  impulsionadora do desenvolvimento intelectual dos nossos educandos, o projeto tende a crescer e conseguir colher frutos animadores.
Foi exatamente este ambiente motivador que  encontramos na  Escola  Madalena Antunes.
Alunos jogando após as orientações dos professores.
Lá, a  motivação dos professores João Paulo(Educação Física) e Magnos(Artes), além do apoio  de toda equipe de professores,  está conseguindo empolgar os alunos. Vale salientar que a ideia de trabalhar o xadrez também recebeu a adesão da gestão da escola,  que adquiriu 10 kits de xadrez e 7 mesas com cadeiras que são colocadas no pátio coberto que,  atualmente,  passou a ser o  espaço mais disputado nos intervalos e horários vagos da escola.
O sucesso da Oficina de Xadrez  alcançado na Escola   Madalena Antunes, nos deixa muito feliz, confiante e convicto de que estamos    no caminho certo.
Alguns alunos já se destacam no xadrez.
Os bons resultados alcançados na última 6ª feira, nos motivou para retornar a esta escola nesta 4ª feira(29/12), pela manhã, para realizarmos mais uma Oficina Pedagógica com os alunos.
 Parabéns a todos os funcionários da Escola Madalena Antunes, em especial aos professores João Paulo e Magnos, por acreditarem no Xadrez como alternativa pedagógica de aprendizagem. Os frutos do trabalho de vocês serão colhidos num futuro próximo, podem acreditar!!!
Até breve!!!!
Leia Mais